Quinta, 02 Julho 2020 11:24

“Somos a maior entidade do Estado, temos que dar o exemplo. ”

Escrito por Felipe Mirabelli

 A assessoria de imprensa da FFSERJ conversou com Raphael Carvalho, diretor da categoria feminina da Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro. 

Em um bate-papo animado, o dirigente de 35 anos, ressaltou sobre o impacto causado pela pandemia da covid-19 nos campeonatos realizados pela Federação, a sensação de estar à frente de um cargo tão importante, a realidade do futsal feminino carioca, seus futuros projetos como dirigente, dentre outros assuntos.

Felipe Mirabelli: Boa noite, Raphael. Para iniciarmos, gostaria que falasse  sobre seu ingresso como diretor da categoria feminina da FFSERJ.  felipefem1

Raphael Carvalho: Fui convidado por um amigo, Anderson Morgado, que tem uma escola de futebol para ambos os sexos, para participar de uma live sobre futebol feminino e sobre o trabalho à frente de minha empresa, Futsal Connect. No dia seguinte, Alessandra Mota, gerente administrativa da Federação, que me conhecia desde a época no Helênico A.C. em 2016, me ligou perguntando se ainda estava trabalhando com futsal feminino e se poderia indicar meu nome para a diretoria para trabalhar junto com a entidade. Logo em seguida, tive uma reunião com o diretor técnico das categorias de base, Leandro Bello, e 2 dias depois já estava sendo anunciado como diretor da categoria feminina da FFSERJ.

F.M.: E como foi a sua passagem no Helênico Atlético Clube?

R.C.: Trabalhei no Helênico, em 2016, como diretor administrativo. Foi uma experiência enriquecedora. Cuidava das inscrições dos aluno, das carteirinhas, até colocar os uniformes para lavar, eu já fiz (risos).

F.M.: Qual é a realidade do futsal feminino no cenário carioca?

R.C.: A realidade do futsal feminino é pouco conhecida. As possibilidades do futsal feminino são muito grandes, mas como não são divulgadas, muitos acham que não existem. Temos um vácuo entre a iniciação (através das escolas) e o adulto feminino (através das atléticas). Precisamos criar uma cultura de trabalho contínuo e a Federação é peça-chave nesse processo.

F.M.: Qual será sua contribuição para tentar reverter a atual situação dessas categorias?

R.C.: Proporcionar uma estrutura desde a iniciação até o profissional de forma exclusiva para as meninas. Ou seja, criar categorias de Sub-07 até a Adulta. Esse, eu espero, que seja o meu legado. Mas, esse é um projeto para daqui a 2 ou 3 anos.

F.M.: E quais seriam seus próximos projeto? Existe possibilidade de organizar um campeonato apesar da pandemia de Covid-19?

R.C.: Acho que é possível sim. Não para as categorias do Sub-07 ao Sub-17, até porque são todos menores de idade, e necessitam da aprovação dos pais para participar. Já no Adulto e Sub-20, teremos mais facilidade, pois todos já respondem por si. No feminino é a mesma situação. Tive um feedback hoje, conversei muito com os representantes dos clubes. E todos querem jogar. Mas, estavam preocupados com o inicio da competição.

Primeiro, temos que fazer um evento de futsal feminino da categoria adulta. As meninas querem jogar, elas estão pedindo. Tenho um grupo no Whatsapp somente de clubes de futsal feminino, apesar de estarem preocupadas com a pandemia, todos querem jogar.

Temos que realizar, não precisa ser muito complexo. E ai, a partir do ano que vem, a gente planeja com mais calma um outro formato.

Não adianta apenas fazermos uma competição. Tem que se algo atraente, de bom nível técnico. Não é Várzea, é Federação.

F.M.: E como está sendo o acompanhamento em relação aos clubes diante da pandemia?

R.C.: Já companho algum clubes nas redes sociais há algum tempo, e vejo suas movimentações. Percebo que eles estão buscando informação, treinando remotamente e estão se precavendo diante da pandemia. Certamente, depois de acordarmos tudo com os clubes, entraremos em contato com cada um, para sabermos em que poderemos ajudar.

F.M.: Em relação aos clubes, como está sendo realizada a divulgação para as inscrições do campeonato Adulto?

R.C.: Hoje, sem nenhuma divulgação, já temos 10 clubes interessados. Cada clube com 12 à 14 mulheres em média. Posso afirmar tranquilamente, que iremos alcançar 12 clubes participando da competição.

F.M.: E para finalizar, gostaria que desse um recado para nossos seguidores.

R.C.: Podem esperar por um planejamento pré-estrutural de futsal feminino desde a iniciação até o profissional. Esse é o meu maior desejo, ter uma competição de Sub-07 até o adulto somente de meninas. Farei de tudo para que a Federação seja referência nesse sentido. Somos a maior entidade do Estado, a gente tem que fazer e deve dar o exemplo.

Felipe Mirabelli

Assessor de imprensa da FFSERJ

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