Terça, 14 Julho 2020 11:22

Bate Papo com Gabriel Valle, o Artilheiro das Categorias de Base

Escrito por Felipe Mirabelli

Ao todo, fiz 174 gols em 5 competições.

            A assessoria de imprensa da FFSERJ conversou com Gabriel Valle, atleta  da categoria Sub-13 do time Securitários/Grau 10 da Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro.

            Em um bate-papo animado, o pivô artilheiro de 13 anos falou sobre sua trajetória dentro do mundo da bola. Ressaltou a importância do clube em sua vida, o impacto causado pela pandemia, dentre outros assuntos.

Felipe Mirabelli: Boa tarde Gabriel, para iniciarmos, gostaria que falasse  sobre seu ingresso no futebol de salão.        

Gabriel Valle: Já jogava futebol de 7 e um amigo sugeriu que eu entrasse no futsal, já que era bom no papel de pivô. No começo, tive dificuldades pois era tudo novo, mas com muito empenho e persistência, não demorei muito para me adaptar.

F.M.: E como foi a sua passagem no Grajaú Country/Botafogo?

G.V.: Comecei no Grajaú Country/Botafogo com 9 anos. Não foi uma época muito boa. Não tinha muitas oportunidades.

F.M.: E chegou a pensar em desistir de praticar o esporte?

G.V.: Mesmo encarando momentos difíceis no Grajaú Country/Botafogo, nunca pensei em largar o futsal, pois desde os 5 anos, era apaixonado por jogar bola. Fiquei muito abalado, mas nunca deixei de amar o esporte.

F.M.: Como surgiu a oportunidade de jogar pelo Securitários/Grau 10?

G.V.: Antes de sair do Grajáu Country, já fazia um trabalho de cliníca (aperfeiçoamento de fundamentos) com o Carlinhos (Carlos Henrique Teixeira, gestor, fundador do GRAU10). Sabendo da minha insatisfação, o meu pai conversou com Carlinhos sobre a falta de oportunidades no Grajaú. Carlinhos falou que estava montando uma equipe para disputar o campeonato e me convidou para jogar pelo clube.

F.M.: E como foi o seu início pelo Grau 10?

G.V.: No primeiro semestre no carioca, em 2017, a equipe não foi bem de modo geral. Já no segundo semestre, quando o Carlinhos assumiu a equipe, as coisas começaram a despontar.

F.M.: E a partir daí, você foi artilheiro de praticamente todas as competições que disputou. Conte-nos um pouco sobre essa fase.

G.V.: Bem, no segundo semestre de 2017, no Campeonato Estadual, fui artilheiro da Sub-11, na Série Bronze com 32 gols. No primeiro semestre de 2018, no Campeonato Carioca, na Série Ouro, 40 gols. No segundo semestre do mesmo ano, também fui artilheiro na Sub-11 do Campeonato Estadual, com 29 gols. No ano passado, no primeiro semestre, na categoria sub-12, na Série Ouro Especial, com 42. E para finalizar, no segundo semestre, no Campeonato Estadual, na categoria Sub-12 na série Ouro Especial, com 31 gols.

Ao todo, fiz 174 gols em 5 competições.

F.M.: Pensa em algum dia fazer a transição para o futebol de campo?

G.V.: Fiz a transição para o campo com 11 anos jogando no Botafogo. Diferente do que aconteceu no futsal, recebo muitas oportunidades. Tenho que me esforçar muito para garantir minha vaga, e jogo na posição de centro avante.

F.M.: E durante essa pandemia? Como está sendo para se adaptar?

G.V.: Foi muito difícil nas primeiras semanas. Minha casa ajuda um pouco, pois tem um campinho para treinar. Fiquei em contato com meus companheiros de equipe, com a comissão técnica. Fizemos 2 ou 3 lives para recebermos orientações nessa época de pandemia.

F.M.:Alguma recomendação especial de seus treinadores durante a quarentena?

G.V.: Não exagerar na comida, nos doces, manter sempre a forma, treinar sempre que possível dentro de casa.

F.M.: Quem são seus ídolos? Em quem você costuma se inspirar?

G.V.: Aqui no futsal me inspiro muito no Falcão. E no futebol, nos 2 melhores, Messi e Cristiano Ronaldo.

F.M.: E nos estudos? Como está indo?

G.V.: Na escola vou muito bem, estamos tendo aulas online que é bem diferente. Não posso negar né, mas dá mais sono que nas aulas presenciais. Muito difícil ficar acordado.

F.M.: O que gosta de fazer nos momentos de lazer?

G.V.: Adoro jogar bola e videogame com os amigos.

F.M.: O que seus pais significam para você?

G.V.: Meus pais são tudo para mim, são os melhores pais que alguém poderia pedir, verdadeiros amigos. Me aconselham em tudo. Se não fosse por eles não teria chegado onde estou. Devo tudo a eles.

Felipe Mirabelli

Assessor de imprensa da FFSERJ

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